ARQUIVO X 2016

A verdade sempre esteve lá fora

Por Danielle Magno

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Se existiu uma série referência para toda uma geração, foi Arquivo X. Se hoje você usa termos como “mitologia” (padrão de história que segue uma linha de acontecimentos, ligados a um arco maior) ou mesmo “shipper” (unir casais, shippar relações), pode agradecer a ela. Se existiu Lost, antes existiu The X Files.

Foram nove temporadas, seis destas absolutamente incríveis e jamais superadas. As duas últimas questionáveis – sem a presença, vejam só, de Muder, na 8ª. E dois filmes medianos, que não se decidiram por qual audiência agradar. Cifrada, para quem não estava familiarizado com o universo dos “Xcers” (sim, sou nerd), e com nada de novo para quem já era iniciado, a ideia da franquia Arquivo X nos cinemas não foi para frente.

Mas os anos 90 estão de volta com os reboots: David Lynch prepara a continuação de Twin Peaks e Chris Carter – criador, roteirista e produtor de Arquivo X – veio com a novidade de recriar a minissérie. Os fãs (eu, eu, eu, eu) ficaram em polvorosa. Velhos fóruns de discussão foram reativados. Análises de episódios essenciais esmiuçados – uma lista divulgada pelo próprio Carter atiçou todos ainda mais. Aliás, especula-se que o canal Fox vá exibir estes episódios essenciais em janeiro, numa maratona de aquecimento para o grande evento. Mas parte dos fãs ficou desconfiada, justamente pela decepção com os filmes.

Porém, bastou David Duchovny (Agente Muder) e Gillian Anderson (Agente Scully) divulgarem imagens do set de filmagens nas redes sociais, além da confirmação de que os episódios foram filmados no Canadá – todo aquele “climão” das temporadas iniciais será mantido, viva o Canadá! -, para o temor ser substituído por uma empolgação total. Ah, e a Scully continua ruiva!

Sem Spoilers

Sobre a minissérie, não será mitológica essencialmente, mas os aliens estarão lá, porque, né? A ideia do “monster of the week”, que dividia a atenção com a mitologia, será usada. Ou seja, serão episódios sobre o “bizarro-surreal-paranormal”. A abertura clássica com elementos renovados e a música tema serão mantidas e, antes dos créditos, há uma pequena narração em off de David Duchovny, explicando o que são os Arquivos X. U-hu! E sim, amigos, além de Mulder e Scully, teremos o supervisor Skinner, ele, o temido Canceroso (Cigarette Smoking Man).

Sobre a trama, não vamos estragar, não é? O termo spoiler foi popularizado graças à paranoia dos fãs da série em não querer saber de nada antes. Mesmo que não sejam episódios sobre a mitologia, complexa demais para explicar aqui, recomendo ver a série na sua totalidade – tenha fé, você vai gostar. A presença do personagem canceroso suscita algumas questões, então, melhor não falar muito sobre a trama.

O que veremos é o retorno de uma das melhores séries já feitas, com pompa, circunstância, nostalgia e reverência. É para ver ajoelhado e agradecendo por ter existido uma cultura pop tão forte nos anos 90. Nos Estados Unidos, a minissérie de seis episódios será exibida no dia 25 de janeiro de 2016. No Brasil, será que a Fox, que ultimamente tem exibido os episódios de suas séries no mesmo dia, legendado e com diferença de apenas algumas horas, seguirá este padrão? Eu acho que sim, hein!

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