ENTREVISTA – GUSTAVO FIRZEN

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Gustavo Firzen, em uma palavra: visão.

O estilista juiz-forano Gustavo Firzen, 24, é fã de Tim Burton e, como bom virginiano, é perfeccionista e metódico. Formado em Design de Moda e especialista em Moda, Cultura de Moda e Arte, é o nome à frente da Interact, espaço com concept pensado em abarcar várias etiquetas no mesmo lugar. Mas bem longe do pensamento tradicional de uma loja multimarcas. Ao invés disso, Firzen imaginou uma colaboração bem a cara do século XXI: “eu percebi que talvez fosse mais difícil inserir minha marca sozinha no mercado e lembrei de algumas lojas colaborativas que conheci fora da cidade. A ideia era facilitar a entrada de novos talentos no varejo, fazendo da Interact uma máquina de tendências.”

Deu certo.

Raquel Gaudard Raquel Gaudard

Como funciona uma loja colaborativa?

É um conceito simples, o espaço é todo dividido em boxes ou corners e cada um é uma pequena “loja” diferente. Cada empreendedor tem o seu nicho e é responsável pela sua identidade visual. A gente cede esses boxes para que eles possam expor e vender o seus produtos, na verdade, são várias lojas pequenas dentro de uma maior.

Raquel Gaudard Raquel Gaudard

Me conta um pouco sobre a sua trajetória até chegar no modelo da Interact.

Eu já trabalhava como estilista para uma confecção fazia três anos e durante esse tempo eu produzia de forma independente algumas camisetas com minha marca – que  hoje se chama Like a Dândi. Era uma produção pequena e vendia só para amigos, amigos de amigos e tal. E foi crescendo em mim, cada vez mais, a vontade de ter minha loja própria, com meu estilo, direcionada para o meu público.

Na Interact abri espaço para novos estilistas como eu, designers, artistas, confecções e todo tipo de criador independente que tenha interesse em divulgar e expandir a sua marca. É um espaço onde os estilos se interagem, do mundo virtual para o offline – já que a maioria vem de iniciativas na rede.

Com os cursos de moda em Juiz de Fora, acredito que a produção local independente aumentou e continua aumentando. E todos nós sabemos como é difícil começar algo , montar uma loja sozinho é um investimento muito alto.

Boxes da Interact – moda de autor em Juiz de Fora.   

Raquel Gaudard Raquel Gaudard

Não duvido. E como funciona a curadoria das marcas no espaço? Você é o responsável pela escolha de quem vai ocupar o corner ou box

Gustavo Firzen Gustavo Firzen

Então, pela ideia inicial, eu mesmo escolheria as marcas para entrar na Interact. A preferência eram novos estilistas, designers, criadores que tivessem alguma etiqueta independente e produzissem peças (roupas e acessórios) diferentes, até mesmo algo conceitual, para que a loja se tornasse um lugar realmente contemporâneo. Comecei então a procura pelas faculdades de moda. Com o “burburinho”, algumas marcas vieram me procurar diretamente, principalmente depois da inauguração. Então houve também essa questão das marcas virem até a mim… Na verdade, todas as lojas que eu procurei ou que me procuraram – e que se interessaram, claro – , foram “aceitas” no espaço. Inicialmente eu dei preferência para criadores que ainda não tivessem loja física, que só vendessem online ou no boca a boca.

Raquel Gaudard Raquel Gaudard

E quanto custa para fazer parte da Interact?

Gustavo Firzen Gustavo Firzen

Os valores variam de acordo com o tamanho e localização do espaço, de R$200 a R$500. É o único gasto que se tem – preço relativamente baixo para ter hoje em dia um ponto comercial, livre dos altos riscos e custos de investimento que uma loja física exige. Aluguel, condomínio, funcionários, embalagens, publicidade/marketing, todas as contas fixas de uma loja são reduzidas a essa taxa única que cobramos por mês. Pois a loja oferece tudo isso às marcas associadas. Lembrando ainda que não cobramos percentual nenhum sobre os produtos vendidos.

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Serviço
Interact
http://interactstore.com.br/
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254 Rua São Mateus
Juiz de Fora, MG