TREND TOPICS – VERÃO 2014

Originalmente publicado pela Revista F. Cultura de Moda #9 – edição Tempestade e Ímpeto.

por Raquel Gaudard.

Talvez a novidade mais relevante da temporada tenha sido a volta de Jil Sander para a sua própria marca – com a migração de Raf Simons para Dior. Ou ainda, Hedi Silimane e a decisão da retirada do nome “Yves” da label da qual é diretor criativo – e que passou então a se chamar apenas “Saint Laurent”. Celeuma garantida na bancada fashion admiradora da vida e obra de YSL, sim ou com certeza?

Mas, dentre todas as trends apresentadas, a evidência de que o oriente está na pauta de todas as casas, de alguma forma, é flagrante: se não estiver visualmente inspirando a coleção, que esteja, ao menos, em projetos de marketing ou de expansão das suas fronteiras para a Ásia. Muito mandarim a ser aprendido, nessa hora. Se o Brasil será o próximo alvo na porção ocidental dos BRICS? Tudo indica que sim. Ainda bem que o português a gente já sabe…

OP ART

Alexander Wang e LouisVuitton. (c)www.trendstop.com

Elementos gráficos tomaram conta das estampas. Há um contraste de cores sólidas – principalmente do preto com o branco. O efeito é o de ilusão de ótica e a inspiração vem basicamente da década de 60, conferindo ao visual um ar bem retrô.

BABADOS ESTRUTURADOS

Balenciaga e Gucci. (c)www.trendstop.com e divulgação.

Detalhes flamenco-style, que Balenciaga e Gucci proporcionaram e que irão, certamente, causar uma resistência inicial, como o peplum, na temporada passada.

FÊMEAS-ALFA

Saint Laurent e Mary Katrantzou. (c)www.trendstop.com

Os terninhos vêm em versão nada careta para vestir as mulheres. Sex appeal elevado à máxima potência, com nada embaixo dos paletós ou no combo top cropped + calças de cintura alta. Estruturado é o melhor adjetivo para a peça.

BARRIGAS DE FORA

Marc Jacobs e Miu Miu. (c)Divulgação.

O que antes não podia, agora pode. Moda democrática é isso aí: nenhum estilista teve o pudor de, pelo menos como nas temporadas passadas, relegar a tal “barriga de fora” a apenas alguns centímetros de pele, na região da costela. A ordem do dia é mostrar.

ORIENT EXPRESS

Emilio Pucci e Prada. (c)www.trendstop.com

Depois que a indústria da moda resolveu acompanhar o calendário chinês, encontrando formas de faturar com inspirações nos animais que regem cada ano – 2013 é o da cobra -, ficou bem evidente que a intenção é mesmo agradar o mercado asiático. Se na década de 90 a inspiração oriental era conhecida como “japonista”, agora o termo ficou muito restrito. Ainda mais, pois, se tiver de agradar algum país – nesse caso, melhor a China. Ou não?

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