RESUMÃO – NYFW OUT-INV 2013/14

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Backstage Alexandre Herchcovitch na NYFW. (c)Sonny Vandelvelde via BOF.

Com mais confirmações do que novidades no front, a temporada de Nova York outono-inverno 2013/14 encerrou suas atividades no dia 14 de fevereiro.

Na lista de dé jà vus, estão conjuntinhos, azuis e laranjados elétricos, cinzas pálidos, tons profundos de vermelho (oxblood) e verde (esmeralda), estilo esportivo com pegada chic, fendas e recortes…

Cathy Horyn, crítica de moda do The New York Times, expôs em sua coluna a questão do verdadeiro entendimento da moda quando vista de perto – do que por meio de dispositivos digitais. Sem dúvida alguma, assim como ela propõe em seu texto, certas características importantes, como as texturas dos tecidos, só são percebidas ao vivo. E fico imaginando se não teria sido essa, apenas e então, a única novidade a ser notada na semana americana.

Cathy falava bem especificamente do desfile de Proenza Schouler e da técnica utilizada para se produzir uma trama especial de bouclé, extremamente macia, assinada pela dupla Jack McCollough e Lazaro Hernandez, conhecidos pelo trabalho árduo de pesquisa e aplicação de novas técnicas em tecidos. Desfile sério, com silhueta que lembrou Balenciaga de Ghesquiére. Para arrematar, na trilha, um minimal-gótico –  infinitamente chic e provando para as/os fashionistas que a marca não se resume a uma mera PS1.

– PROENZA SCHOULER OUT-INV 2013/14 – (c)Marcus Tondo/In Digital/Go Runway (via Style.com). Mais imagens aqui.

Maduro, fino e bem acabado, o desfile de Victoria Beckham apresentou paleta bela e contida. Ainda que pontuado pelo azul forte (cobalto) e um iluminador amarelo, as cores eram menos histriônicas do que as vistas em Michael Kors – esse, aliás, diametralmente oposto às coleções de tons neutros que geralmente apresenta.

Em cima: Victoria Beckham OUT-INV 2013/14 (mais aqui). Embaixo: Michael Kors OUT-INV 2013/14 (mais aqui). (c)Marcus Tondo/In Digital/Go Runway (via Style.com). 

Outra boa surpresa foi a mão indefectível de Galliano no desfile de Oscar de La Renta. Apesar de um descompasso no styling, com alguns looks melhores que outros, percebemos de verdade a presença do inglês, dando uma forcinha no estilo da casa que infelizmente envelheceu junto com o seu dono. Anna Wintour sempre certa? Só para lembrar, o incentivo foi dela.

Oscar de la Renta OUT-INV 2013/14. (c)Marcus Tondo/In Digital/Go Runway (via Style.com). Mais imagens aqui. 

Mas vamos à algumas “apostas” para a temporada de outono-inverno 2013/14, segundo a New York Fashion Week? Voilá!

DECOTE V

Profundo. Praticamente todos os desfiles lançaram mão desse modelo de gola.

Na sequência: Band of Outsiders, Calvin Klein Collection, Alexander Wang e Oscar de la Renta. (via Style.com)

TWEED E PIED DE POULE

Há sempre uma forma certeira de usá-los, deixando o visual menos careta.

Na sequência: Michael Kors e Oscar de la Renta. (via Style.com)

LONGAS LUVAS

Aí está uma tendência que tenta emplacar há uns três ou quatro invernos e nada. Principalmente por aqui, no Brasil.

Na sequência: Marc Jacobs, Oscar de la Renta e Donna Karan. (via Style.com)

COURO

A tecnologia aplicada ao material resulta em mais maleabilidade, melhor caimento, novas texturas, diferentes recortes…

Na sequência: Proenza Schouler, Helmut Lang, Lacoste e Hervé Leger. (via Style.com)

CONJUNTINHO

Top+bottom combinando.

Na sequência, Helmut Lang e Lacoste. (via Style.com)

FENDAS E RECORTES

Momentão sexy.

Na sequência: Altuzarra e Cushnie et Ochs. (via Style.com)

SPORTY CHIC

Materiais nobres para modelos esportivos

Na sequência: Lacoste e Michael Kors. (via Style.com)

PALETA DE CORES

Bom, a semana de Londres já começou e vamos ver o que vem por aí, se há alguma novidade, de fato, nas passarelas. Topshop anunciou aos quatro ventos o “futuro dos desfiles de moda” por sua parceria com o Google. A marca promete mostrar, via live streaming, vários pontos de vista do show – desde a visão da modelo, backstage à primeira fila.

A tecnologia aplicada à indústria têxtil é, sem dúvida, uma das grandes revoluções para a moda desde a virada do século. Além, é claro, da aproximação do público com as marcas pela internet, através dos tais dispositivos digitais de que falou Cathy Horyn.

No entanto, o anúncio de um “futuro dos desfiles” utilizando live streaming me soa, ainda que numa visão pessimista, que estão tratando de reinventar a roda, mais uma vez, no mundo da moda.