RESUMO DA ALTA-COSTURA P/V 2013

Os desfiles da alta-costura em Paris terminaram e na imprensa especializada não se fala em outra coisa: o motivo mais comum trazido pelas maisons,  o “jardim”, garante um ar fresh para a temporada. 

Estampas e aplicações de flores no contexto das peças, transparências de tules e rendas, além da leveza de tecidos como organzas e sedas. Mesmo nas propostas mais arrojadas  – como o sexy black/gold de Donatella Versace – foi possível introduzir cores, das bem vivas. Ou na Maison Martin Margiela, cujo conceito gardening vem em matizes e formas contemporâneas, num upcycling de materiais.

O casaco “candy” da MMM demorou 40 horas para ser produzido. Ora, quase nada perto das 500 gastas para se produzir algumas das peças da casa Valentino – cuja direção criativa é de Pierpaolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri. Foi um dos clássicos mais bem executados da temporada: beleza, criatividade e savoir faire reunidos.

Aliás, tema esse discutido por Cathy Horyn, do New York Times: a execução precisa das peças. Segundo a crítica de moda, Valentino e Chanel guardam esses detalhes caros à alta-costura. Coisa que, segundo ela, Raf Simons na Dior estaria um degrau abaixo dos dois primeiros. Como não lembrar do sempre crítico José Gayegos nessa hora?

Complexidade, tecnologia, inovação e, sim, beleza, na passarela da holandesa Iris Van Herpen. Quanto vale um pensamento criativo, baseado nessas premissas? Um desfile sensacional, um outro patamar da moda.

As noivas, também, foram temas recorrentes nas passarelas. Dior, Chanel, Elie Saab… para citar poucos. A primavera dá vontade de casar? Se não, vale a forcinha da alta-costura para suscitar o desejo.

No mais, é hora de preparar-se para as passarelas outono-inverno 2013/14 que vêm por aí. Dia 7/2 a semana de Nova York inaugura o calendário do ready-to-wear. Até lá!

Quem quiser conferir mais highlights da temporada: aqui.
Quem quiser conferir o post sobre a Iris Van Herpen (com toda a coleção da estilista): aqui.
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